Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

LOBOS EM PELE DE CORDEIROS

Conheço um casal de (autodenominados) pastores, daquele tipo que não resiste ver uma garagem desocupada sem que não passe por sua cabeça a ideia de alugar o espaço, encher de cadeiras e abrir uma igreja, para arrancar o suado dinheiro dos incautos que, por acaso, sejam atraídos por promessas de curas.

Eles costumam reunir uma dúzia de outros crentes e organizar campanhas de arrecadação de dinheiro com o fim de comprar alimentos e distribuir entre moradores de rua e usuários de drogas, na região da cidade de São Paulo conhecida como Cracolândia.  Talvez eles pensem que, com este gesto, estejam passando à sociedade a imagem de um casal exemplar, que se preocupa com o próximo e, por tabela, ganhem pontos junto ao deus no qual acreditam. Como se aquele deus, que, segundo o livro de inspiração atribuída ele, costumava exigir dos seus fiéis ofertas de materiais preciosos e sacrifícios de derramamento de sangue, fosse se satisfazer com uma mísera distribuição de pãezinhos, recheados com uma finíssima fatia da mortadela, da mais barata encontrada no açougue, e um pequeno copo descartável com refresco de envelope, cujo conteúdo, indicado para produzir apenas um litro, fora diluído em quatro ou cinco litros de água.

Não precisamos nos esforçar muito para chegarmos à conclusão de que o impacto deste ato na vida de quem recebe o donativo é quase zero. Talvez este ato fizesse alguma diferença se fosse repetido todos os dias, mas, longe disso, era realizado uma ou, no máximo, duas vezes ao ano. No intervalo deste tempo, aqueles indivíduos, e suas necessidades, caiam no mais profundo esquecimento.

Mas, se já consideramos hipócrita a atitude de tentar beneficiar alguém com algo de tão insignificante importância, pior ainda é o comportamento do casal no seu dia a dia. Para começar, o seu relacionamento com a vizinhança não é dos melhores. Ela, a pastora, pela sua extravagância e “língua afiada”, acabou por promover intrigas e, por isso, cortou relações com quase toda vizinhança. E ele, cuja ambição por dinheiro ultrapassa todos os limites do bom senso, é evitado ao máximo pelos vizinhos.


Mas, o ato que mais me causou ojeriza em relação a eles aconteceu quando, certa manhã, ao ouvir gritos na rua e me dirigir ao portão de casa para ver o que se passava, flagrei a hipocrisia do pastor mostrando a sua cara. Ele gritava enfurecido, enquanto expulsava e espalhava os pertences de um pobre morador de rua, que tivera a infeliz ideia de se instalar debaixo da marquise da sua igreja (melhor dizendo, da garagem transformada em igreja). 


Ver aquele pobre andarilho, recolhendo as suas poucas coisas, humilhado, sem dizer uma só palavra, diante dos olhos faiscantes e insensíveis do pastor – que, vale salientar, possui imóveis distribuídos por quase todo o quarteirão - me fez ver o quão hipócritas podem ser aqueles religiosos que não dão a mínima importância para o que alguns personagens (Jesus Cristo, Buda e São Francisco de Assis, por exemplo), considerados guias religiosos, incentivam fazer – abrir mão de riquezas e ser complacente com os necessitados.


Com este comportamento controverso, a única lição que este casal de pastores nos dá é que o seu ato de distribuir pãozinho com mortadela barata e refresco aguado contribui muito pouco para o bem-estar de alguns, mas a sua hipocrisia contribui, e muito, para o mal-estar de muitos.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

ALÉM DOS DEZ MANDAMENTOS.

Outro dia, lendo os comentários de uma reportagem em um site que procurava mostrar o quanto a Rede Globo é tendenciosa em relação à religião católica, encontrei o comentário de uma senhora que me impulsionou a respondê-la.

O comentário dizia o seguinte:

“Eu sou católica apostólica romana. Minha religião prega a obediência aos Dez Mandamentos da Lei de Deus, que se fossem seguidos como nos manda a Santa Madre Igreja, o mundo seria um paraíso - sem violência, sem crimes, sem inveja, traições, e principalmente, pessoas sem escrúpulos.”

Acho que esta senhora desconhece que a bíblia tem outros mandamentos, além destes dez, aos quais ela se refere, que a sua religião procura, a todo custo, esconder os seus fiéis.

Certamente ela não teria a mesma opinião se conhece os seguintes mandamentos:

Deuteronômio 21.18-21 - que manda apedrejar os filhos desobedientes.

Levítico 20.10 e Deuteronômio 22:22 - que mandam matar todos os infiéis no casamento (não importando os motivos).

Levítico 20:27 - que manda  apedrejar  até a morte os que fazem adivinhações ou previsões (astrólogos,  cartomantes etc).

Levítico 24:16 e Deuteronômio 17.2 -5 - que mandam matar todos que não seguem a sua religião.

Levítico 18:22 - que gera preconceito e homofobia.

Levítico 25:44 - que  apoia abertamente a escravidão.

Levítico 21:9 - Que manda queimar a filha que desonrar seu pai, tornando-se prostituta.


Levítico 19:27 - que não aceita nem mesmo que os homens cortem o cabelo e a barba.

I Timóteo 2:12 - que ordena que as mulheres fiquem caladas diante dos homens e que sejam, incondicionalmente, sujeitas aos seus maridos.

A pergunta que deixo no ar é a seguinte:Será que o mundo seria realmente um paraíso, sem violência e sem crimes, se todo mundo procurasse seguir todos os mandamentos da bíblia?

Eu, particularmente, acredito que não.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Política e Religião.


Em época de eleições muitas igrejas, principalmente as evangélicas, entram em polvorosa. Basta fazer algumas visitas aos templos espalhados pelo país, para constatar que muitos deles se transformam em palanques políticos.

O número de candidatos religiosos concorrendo a cargos públicos parece aumentar a cada ano. Acredito que não haja um só município que não tenha pelo menos um candidato evangélico concorrendo a uma vaga.

Nota-se um grande interesse da parte das igrejas em eleger representantes em todas as esferas do governo. Para isso, deixam um pouco de lado a sua dedicação à fé, e realizam cultos que mais se assemelham a comícios, dado ao grande número de candidatos presentes e ao empenho em apresentá-los aos fiéis.

Outro dia, um amigo meu, um pastor muito conhecido no meio evangélico pelas palestras que realiza dentro e fora do Brasil, me abordou e pediu para que eu votasse em um membro da sua igreja que estava candidato à vaga de vereador.

Não perdi a oportunidade de perguntá-lo o porquê das igrejas apoiarem candidatos a cargos políticos. Ele me deu exatamente a resposta que eu esperava: – “A igreja precisa de pessoas que as representem junto ao governo e que lutem pela sua causa”.

Então, me vali do recurso que eles usam para argumentar, a bíblia, e perguntei: - Isso não está indo contra o ensinamento bíblico que diz que os cristãos devem buscar primeiramente o reino e a justiça de Deus, e todas as outras coisas lhes serão acrescentadas? 

Ele, acostumado a falar para suas “ovelhas” sem ser questionado, demonstrou não estar muito confortável, e achando que iria me colocar em xeque, retrucou: - “Mas a igreja tem buscado o reino e a justiça de Deus!”. 

Procurando evitar um diálogo longo e desnecessário, arrematei: Então parece Deus não está acrescentando as demais coisas, né?  Peguei o folheto do candidato que ele me apresentara, me despedi e saí. 

Mas não é só quando se envolvem na política que os cristãos mostram o quanto contrariam o que manda a sua religião. Quando contratam um advogado, por exemplo, estão se opondo ao que diz a sua bíblia em Jó 16.19 – “Saibam que agora mesmo a minha testemunha está nos céus; nas alturas está o meu advogado”; em Provérbios 22.23 – “Pois o Senhor será o advogado deles, e despojará da vida os que os despojarem” e em João 2.1 – “Temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.

Quando se preocupam com a segurança de suas casas ou quando contratam um serviço de vigilância, estão indo contra o que a bíblia diz em Salmos 127.1 – “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. 

E, para fechar, quando contratam planos de saúde ou tratamento médico, contrariam o que diz a bíblia em Tiago 5.15 – “E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará”.

Enfim, embora não assumam, os cristãos estão constantemente oscilando entre a fantasia da fé, quando afirmam que seu deus supre todas as suas necessidades, e a dura realidade, quando mostram que eles mesmos precisam buscá-las.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Nos céus de 70..

Um fato curioso que presenciei na década de 70 foi o avistamento de uma imagem semelhante a esta que está no vídeo abaixo.
.
 

Ela surgiu no céu volta das 19 horas, permaneceu por, pelo menos, dez minutos, e foi desaparecendo lentamente.

Assim como eu, que era criança na época, muita gente ficou assustada, por não saber do que se tratava. É claro que muitos religiosos, como sempre, diante de um fato que ignoram, e não fazem questão de pesquisar, atribuíram o acontecimento a uma ação sobrenatural, como sendo um sinal para o fim do mundo.

Eu, à época, religioso por indução, mas cético por natureza (hoje ateu convicto), preferi ficar à espera de uma resposta concreta.
Embora não tendo encontrado uma explicação lógica para o fato até joje, não posso fechar esta lacuna com suposições de atividades sobrenaturais. Não posso fazer isso.

Decidi fazer este post apenas para que outra pessoas, que também tenham avistado a imagem, possam comentar e, assim, trocarmos informações.

sábado, 22 de outubro de 2011

A Ciência faz milagres, e os mostra.

Apesar de não concordar com estes programas de televisão, voltados à arrecadação de fundos para dar apoio a entidades que cuidam de crianças deficientes, por achá-los sensacionalistas, pois bastaria que os atores, apresentadores, cantores e políticos doassem uma pequena fatia dos seus salários, para que as metas de arrecadação fossem alcançadas, parei para assistir a um deles por um instante.

O que chamou a minha atenção foi o depoimento de um garotinho, de dez anos, que não possui os braços e as pernas.

No palco, sentado em uma cadeira, ele pronunciou umas palavras muito comoventes, depois, auxiliado por sua mãe, colocou as próteses de duas pernas e levantou-se.

Fiquei pensando comigo mesmo – quantos “milagres” como este a Ciência faz pelo mundo inteiro, trazendo qualidade de vida a milhares de pessoas.

Quando me refiro aqui à palavra milagre, faço referência a feitos grandiosos, produzidos por mãos humanas, com o auxílio da Ciência e da Tecnologia; não a supostos feitos extraordinários, atribuídos a entidades sobrenaturais.
 
Ao longo do tempo, desde a confecção dos primeiros instrumentos de caça até a invenção dos aparelhos modernos utilizados pela medicina, a Ciência tem transformado, cada vez mais, para melhor a vida dos seres humanos.

Ao contrário dos milagres imaginários das religiões, os milagres da Ciência estão aí, ao alcance de todos. E todos se beneficiam deles, inclusive os religiosos, que os criticam e desdenham. Não é incomum pessoas conseguirem curas para suas doenças com tratamentos médicos, e agradecerem, desonestamente, aos seus deuses e santos em suas igrejas.

À medida que a Ciência se desenvolve, a qualidade de vida das pessoas melhora consideravelmente. Somente o conhecimento é capaz de fazer algo em prol da humanidade.

No caso do garotinho deficiente, podemos ver que, “milagres” são coisas que só a Ciência consegue fazer, pois, diante do mundo inteiro, através de um canal de televisão, pode dizer:

Levanta-te e anda!

sábado, 17 de setembro de 2011

Dízimo, uma mina de dinheiro.

Pondo a funcionar o nosso raciocínio lógico, percebemos que muitos mandamentos, inclusive o maior deles, e hábitos do Antigo Testamento foram desprezados pelos cristãos, pois, segundo eles, Jesus cumpriu a lei, ao morrer crucificado.
Entretanto, convenientemente, a prática da cobrança do dízimo permanece firme e forte.


 Diferente da cobrança do dízimo relatada no Antigo Testamento, em que era dado em forma de produtos ao final de cada três anos, o dízimo hoje é cobrado mensalmente em dinheiro.

Com meu comentário intercalado (em vermelho), vejamos como funcionava a oferta do dízimo, segundo Deuteronômio 14.22-29:

“Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente....”

Como podemos ver, não há referência a dinheiro, e sim a produtos.

“E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias.”

Percebemos que o dízimo não era entregue a nenhuma autoridade religiosa; ele era consumido pelo próprio ofertante. Tratava-se apenas de um tipo de consagração, uma apresentação em forma de agradecimento, dos produtos ao deus.

“E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus”

Somente agora há uma menção, em caráter especial, ao dinheiro. Quando o local destinado à consagração dos produtos for muito distante, o fiel deve vendê-los e guardar o dinheiro consigo.

“E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa”.

Ao chegar ao local destinado à consagração, com aquele dinheiro que arrecadou com a venda dos antigos produtos, o fiel compra o que desejar. E, detalhe, ele e seus familiares deveriam consumir os produtos (no Antigo testamento a expressão “tua casa” significava tua família).

“Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.”

Agora sim, faz-se menção a uma figura religiosa, não necessariamente uma autoridade, alguém que se dedicava inteiramente ao serviço religioso, ou seja, um levita. Mas a estas pessoas era oferecida apenas uma pequena parte do dízimo, e não a sua totalidade, como se faz hoje.

“Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas”

Este versículo joga por terra a cobrança mensal e vergonhosa dos dízimos. Se os cristãos lessem a bíblia com atenção, perceberiam que a “oferta” dos dízimos era feita ao final de cada período de três anos.
E, mais uma vez, a instrução para que os produtos fiquem com o próprio ofertante.

“Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.”

Tendo consagrado os produtos ao seu deus, o fiel deveria consumi-los com sua família, e abrir as portas da sua casa, ou propriedade, às pessoas de fora, aos órfãos e às viúvas, que morassem próximo, para que pudessem se alimentar também.

Vemos, então, que a prática da cobrança dos dízimos não passa de um esquema armado pelos líderes religiosos modernos, com o intuito único de arrecadarem dinheiro.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Onde estava Deus em 11 de Setembro de 2011?

Estava, há poucos dias,  navegando na internet, quando me deparei com um texto muito interessante. Confesso que se eu o tivesse encontrado há poucos anos atrás teria ficado bastante emocionado.

No texto, o autor tenta justificar a ausência de uma interferência divina no caso do ataque terrorista às Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de Setembro de 2011, com suposições de onde estava e o que fazia Deus no exato momento do ataque.

Vou transcrever o texto e o intercalar com a minha opinião (em vermelho).

O título original do texto é “Where was God on 9/11?”
Aqui traduzido por “ONDE ESTAVA DEUS EM 11 DE SETEMBRO DE 2001 - (autor desconhecido)
Onde estava Deus, quando as Torres gêmeas de Nova York e o Pentágono foram atacados?
Bem, eu sei onde estava Deus na manhã de 11 de setembro de 2001.  Deus estava muito ocupado. Deus estava distraindo as pessoas que pensavam em pegar seus vôos da American e da United. Os quatro aviões juntos teriam capacidade para 1000 passageiros, mas nessa manhã só viajaram 266.
Como se 266 pessoas mortas fosse um fato insignificante. A perda de um só parente próximo pode significar uma catástrofe na vida de um ser humano.
Deus estava a bordo dos quatro aviões, cuidando de seus trágicos destinos. Ele estava proporcionando calma aos aterrorizados passageiros em cada avião.
Cômico, os passageiros à beira da morte, e o seu deus, que acreditavam poder lhes ajudar, preferiu ficar lhes consolando, ao invés de fazer alguma coisa.
Das famílias que receberam as últimas chamadas de seus entes queridos, que estavam dentro dos aviões, através de seus telefones celulares, nenhuma disse que escutou gritos entre os passageiros. Deus estava com cada um deles dando-lhes consolo.
Certamente as famílias não escutaram gritos porque os sequestradores exigiram que fizessem silêncio. Ou porque estavam orando ao seu apático deus.
E mais, Deus estava dando forças e coragem a três dos passageiros do avião que caiu na Pensilvânia, para lutarem contra os seqüestradores e assim evitarem uma tragédia maior. 
E não evitou, o avião acabou caindo.
 Deus estava muito ocupado, criando obstáculos para milhares de empregados das Torres gêmeas. Apesar de tudo, somente 20.000 pessoas estavam nas torres quando o primeiro avião bateu. Nos dois edifícios trabalham cerca de 50.000 pessoas.
Por que não criou obstáculos para todos? Acha pouco os vinte mil que estavam na torre? Esse deus é mesmo sádico, não acha?
Outra coisa, certamente as cinquenta mil pessoas que trabalhavam nos prédios eram dividas em, pelo menos, três turnos de oito horas de trabalho, portanto, àquela hora, pouco mais de 16 dezesseis mil, e não vinte mil, pessoas deveriam estar trabalhando nos prédios.
 Já que o autor do texto viaja nas asas da suposição, podemos supor também que Deus tenha colocado mais pessoas nos prédios, inclusive bombeiros, com o propósito de matá-las.
Muita gente que trabalhava nas Torres disse à imprensa que: ou tiveram um mau pressentimento e ficaram com medo, ou seus despertadores não tocaram, ou perderam o ônibus, ou perderam o trem, etc... etc... E chegaram tarde ao trabalho... E se salvaram. Depois que os dois aviões cumpriram seu macabro objetivo.
Que outras desculpas as trinta mil pessoas que trabalhavam nos prédios dariam pra não estarem lá?
Deus estava sustentando, com suas mãos, cada um dos 110 pisos de cada torre, para que milhares de pessoas tivessem tempo de escapar.
 Por que não segurou até que todas saíssem?
E quando finalmente permitiu que as torres ruíssem, ruíram para baixo, e não para os lados. Isso também foi um milagre, pois se as torres não tivessem caído para baixo, haveriam arrasado com mais de vinte quadras ao redor e milhares mais haveriam morrido.
Não há milagre algum, há a atuação da força da gravidade. Devido ao imenso peso das torres, a maior probabilidade seria que elas ruíssem na vertical mesmo, nada de mais nisso! Mas isso não impediu que muitas pessoas se ferissem com a chuva de destroços e sufocassem com a nuvem de poeira.
E quando as torres desabaram, Deus abriu os braços e acolheu seis mil de seus filhos e os levou com Ele aos céus, repetindo-lhes uma e mil vezes, até a exaustão, que "- O pior já passou; agora estão comigo, não sofram, porque ao meu lado gozarão de vida eterna”.
Sem comentário!
Quando Deus chegou às portas do céu, ali depositou as seis mil almas que recolheu e logo caminhou e se sentou sobre uma pedra; cobriu o rosto com as mãos e chorou... Sim, Deus chorou...   Chorou pela alma de 19 de seus filhos que não pode salvar e que se perderam pra sempre no inferno, por terem vivido com tanto ódio em seus corações.
O autor se refere aos dezenove sequestradores, que, provavelmente,  também acreditavam nele (o mesmo deus) e o adoravam, mas que estavam, naquele momemto, do outro lado, porém com a certeza de que estavam fazendo a sua vontade, cumprindo uma missão.

Missão que teria partido de uma ideia originada tempos atrás, lá no Oriente Médio, mas que, mesmo tendo tempo de sobra, Deus não teria feito nada para impedir que fosse colocada em prática.
E isto não foi tudo... Deus desceu de novo à terra para dar consolo e resignação a cada uma das viúvas que perderam seus esposos, a aos esposos que perderam suas esposas, e aos filhos que perderam seus pais e aos pais que perderam seus filhos, e foi à casa de cada uma das pessoas que foram afetadas por esta tragédia, dando-lhes forças e valor para seguirem adiante com suas vidas.
Enquanto poderia ter evitado que tudo aquilo acontecesse?

A propósito, e quanto às outras partes do mundo? Na África, por exmplo, muitas pessoas, crianças inclusive, morreram de fome naquele dia. Milhares de pessoas morreram vítimas de acidentes de automóveis e de assasinato naquele mesmo dia ao redor do mundo; milhares morreram em hospitais, vítimas de diversas doenças, como, câncer, enfarto, derrame etc. 
O autor termina com a frase - “Deus estava e está onipresente, em todos os lugares.”
E eu concluo com uma pergunta - Indiferente?

sábado, 3 de setembro de 2011

Voltando à minha origem.

Como todos nós, eu nasci ateu.

Já nos meus primeiros dias, decidiram por mim a religião que eu deveria seguir, ou seja, a religião daqueles mais chegados e influentes, meus pais e parentes próximos.

A partir dai, só restava  me deixar crescer convivendo com os dogmas desta religião, para que, em tese, nunca me desviasse dela. É assim que surgem os simpatizantes de todas as religiões. O que pesa mais em suas convicções e o fato de crescerem no meio.

O batismo já na infância, adotado pela Igreja Católica, por exemplo, é uma estratégias que servem a este propósito, pois, convenientemente, confere ao indivíduo uma credencial de participante da instituição, sem a necessidade da sua assinatura consciente e expontânea, fazendo com que ele chegue à maturidade acreditando que é de fato membro daquele instituição religiosa, e que ela detém a verdade absoluta. 

As igrejas evangélicas usam como método a exigência da assiduidade dos seus membros nas suas reuniões e cultos. Isso faz com que eles mantenham vínculos uns com os outros e se apeguem às coisas da igreja, não tendo tempo parar pensar e de serem influenciados por fatores externos.

Durante o nosso crescimento, muitas pessoas e coisas vão sendo vinculadas a fatos referentes à religião comum. Romper com esta religião não é nada fácil, pois significa, muitas vezes, quebrar estes vínculos.

Todos nós sabemos que um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, até que algo o perturbe. Permanecemos na situação cômoda da nossa convicção religiosa até que algo, ou alguém, a ponha em dúvida. Isso pode se dar através de um questionamento advindo de alguém com uma convicção diferente da nossa, ou de um fato que nos faça refletir acerca do que acreditamos.

Quanto a mim, mantive a fé durante muito tempo, mas alguns acontecimentos foram me fazendo, aos poucos, refletir. 

O primeiro deles foi a constatação da ineficácia das minhas orações diante dos problemas. Ou seja, percebi que quando me via diante de uma dificuldade, embora orasse fevorosamente, nada acontecia até que eu, com as minhas próprias forças, os resolvesse. Comecei então a questionar: ora, se eu só consigo resolver se eu mesmo tomar a frente, por que orar?

Com as estruturas da fé começando a tremer, começei a repensar em quê eu estava acreditando. 

Passei a analizar os pregadores, que são os responsáveis pela disseminação da fé, e percebi que muitos deles se utilizavam de má-fé para tirarem proveito da fé alheia, sem que o deus, no qual eu cria, fizesse nada para os impedir.

Percebi que aqueles que diziam estar ensinando e vivendo de acordo com os ensinamentos do mestre (que é viver em humildade e abrir mão de riquezas) na realidade estavam fazendo exatamente o oposto, adquirindo e esbanjando riquesas. Percebi que as orações comunitárias não surtiam efeito sobre as catástrofes naturais que tiram milhares de vidas.

Cauteloso, passei a ler a Bíblia com mais atenção (como fazemos antes de assinar um contrato), afim de não correr o risco de estar aceitando algo puramente pela emoção. Não demorou muito, comecei a descartar fatos narrados na Bíblia que não tinham a menor probabilidade de terem acontecido, como, a história de Noé e sua arca, a história de Jonas, a travessia do Mar Vermelho, os homens de Daniel na fornalha, a parada do Sol  e da Lua no vale de Ajalom, além de outros.

Tendo a minha fé sido vencida pela razão, continuar crendo no pacote todo da bíblia seria enganar a mim mesmo. 

Livre das amarras da religião, voltei à minha condição inata condição de ateu.