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quarta-feira, 15 de julho de 2015

A SOLIDEZ DA REALIDADE E A FLUIDEZ DA FÉ

Quando nós, ateus, observamos friamente o modo de viver daqueles dos religiosos que têm a bíblia como sua base de fé, chegamos à conclusão que seus pensamentos oscilam entre a realidade e a fantasia.

Diante da impossibilidade de negarem um fato concreto, eles criaram uma forma de encará-los com mais facilidade, sem, no entanto, mudarem a natureza deste fato, ou seja, o fato é real, mas eles o encaram como se não fosse. Isso os faz se senti mais confortáveis, pois, apesar dos pesares, conseguem digerir com certa facilidade a dura realidade da sua existência.

Só para entendermos melhor como isso funciona, vejamos algumas situações em que, por exemplo, um cristão vale-se da fé para encarar um fato real.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é o pão da vida (João 6:48), e que o seu deus não deixa que nada lhe falte (Salmos 23.1). Mas, para que não lhe falte alimento, ele vai constantemente à padaria e ao mercado.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é a luz do mundo (João 8:12). Mas, temendo ficar sem luz, ele paga todos os meses a conta de energia elétrica.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é uma fonte de água (João 8:12), e que o seu deus pode fazer jorrar água de uma pedra (Isaías 48:21; Salmos 114:8; Números 20:8). Mas, para que seu fornecimento de água não seja cortado, ele paga todos os meses a conta d’água.

Pela fé, o cristão também acredita que Jesus é um advogado (João 1:2) e finge acreditar na justiça do seu deus (Mateus 6:33).

Mas, burla o mandamento do ano da remissão (Deuteronômio 15:1,2), e recorre à justiça dos homens, quando alguém lhe deve algo.

Pela fé, o cristão acredita que pode fazer qualquer coisa, até mesmo “coisas impossíveis de serem feitas” (Filipenses 4:13). Mas usa pontes, ao invés de caminhar sobre as águas; sobe e desce morros, ao invés de tirá-los do caminho.

Pela fé, o cristão acredita que pode curar doenças (Lucas 9:1, Mateus 10:1). Mas não hesita em procurar ajuda médica, quando sente um problema de saúde.

Pela fé, o cristão acredita que pode fazer todos os milagres que Jesus teria feito, inclusive, ressuscitar mortos (João 14:12). Mas, infelizmente, dá de cara com a dura realidade diante da perda de um ente querido, e, impotente, não ousa sequer recorrer ao poder que supõe ter. Então, assim como os ateus, dobra-se diante da realidade, e tudo que lhe resta é aceitar o fato e lamentar.

Por fim, a mente humana tem a capacidade de galgar distâncias inimagináveis. Alguns valem-se desta peculiar capacidade para estudar a realidade do mundo à sua volta, enquanto outros, a usam para fugir desta realidade.

A menos que tiremos os obstáculos do caminho, eles permanecerão lá.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A EFICIÊNCIA DA AÇÃO.

Se você contrair uma gripe e orar, ela sara. E se você não orar, ela também vai sarar.

Se você procura por algo e orar, talvez encontre. E se não orar, talvez também encontre.

Por mais escura e difícil que seja uma noite, se você orar, um novo dia amanhece. E se não orar, ele também vai amanhecer.

Porém, se alguém estiver escorregando à beira de um precipício, por maior que seja a sua fé, não tente juntar as suas mãos para orar ao invés de estendê-las para ajudar, pois o resultado certamente será trágico.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

UM PÉSSIMO CONSELHO BÍBLICO.


O fato de a bíblia ser considerada um livro que traz paz para a humanidade se dá pela supressão de textos que incitam a violência. Para que sua reputação não seja prejudicada, os líderes religiosos, estrategicamente, omitem estes textos de suas pregações e desestimulam a sua leitura. Até mesmo os tradutores utilizaram-se de palavras desconhecidas do grande público, a fim de dificultar a sua compreensão.

Um exemplo disso, e o texto de Deuteronômio 13:6-10, que, em linguagem simplificada, mostra Deus advertindo o seguinte:

"Se o seu irmão, seu filho, sua filha, sua esposa, seu esposo ou algum dos seus amigos te convidar a adorar qualquer outro deus além de mim, não aceite!
Mas não basta recusar o convite - você precisa matá-lo sem piedade! Você não pode deixá-lo fugir ou se esconder.
E, um detalhe, você precisa ser o primeiro a atacá-lo - depois deve deixar que outras pessoas terminem o serviço.
Ele deve ser apedrejado ate a morte, por ter tentado te convencer a deixar de me adorar."

Um leitor desatento, no afã de simplesmente ler a bíblia, não perceberá a gravidade deste texto. Mas são textos como este que disseminam ódio, intolerância, terrorismo e assassinatos, com requintes de crueldade, por parte de extremistas religiosos.

Portanto, quando alguém lhe disser que a bíblia só traz bons conselhos, é bom "ficar com um pé atrás".

sábado, 6 de junho de 2015

A BÍBLIA E A MACABRA INVASÃO DE ZUMBIS.

Um dos relatos mais absurdos e bizarros da bíblia (que não são poucos) é narrado no capítulo 27 do livro de Mateus. Trata-se de um caso que, de tão macabro, deve causar inveja a qualquer roteirista de filmes de terror.

Acredito que pouquíssimos cristãos conheçam esta história. Pois os pastores, padres e afins procuram evitá-la em suas pregações - talvez para não gerar especulação e, consequentemente, expor a fé dos cristãos ao ridículo.

De acordo com o texto, no momento em que Jesus morreu, houve um tremor de terra e, com isso, algumas sepulturas se abriram. Então, um evento estranho aconteceu. Diz o texto que alguns corpos, que estavam sepultados na região, ganharam vida e invadiram a cidade de Jerusalém. O escritor do texto, talvez com a intenção de dar veracidade à sua narrativa, salienta que muitas pessoas viram estes mortos-vivos vagando pelas ruas da cidade.

O que causa estranheza é o fato de um evento tão extraordinário como este não ter sido documentado por ninguém das nações vizinhas de Israel. Nem mesmo por algum cidadão ou soldado de Roma, que dominava o país na época. Até porque, não é nada normal um monte de zumbis caminhando entre as "pessoas vivas".

Você já se imaginou acordando à noite e, ao olhar pela janela, se deparar com um zumbi?

Apesar de absurdas, todo crente que se preza tem que acreditar em histórias como esta. Mas o pior de tudo é que eles querem, a todo custo, que acreditemos também.

Referência: Mateus 27:50-53

NA REALIDADE O FOGO QUEIMA. VOCÊ DUVIDA?

No Paquistão, país muçulmano e extremamente intolerante em relação às demais crenças, um casal de cristãos foi atacado por uma multidão enfurecida de muçulmanos.

As vítimas (marido e mulher) foram acusadas de blasfêmia por terem, supostamente, profanado uma cópia do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Mesmo sem provas nem julgamento, ambos foram espancados e depois jogados vivos no forno de tijolos da olaria onde trabalhavam (A prática de jogar os inimigos em forno ardente é inspirada na bíblia - em II Samuel 12:31, a bíblia mostra que o rei Davi, além de outras atrocidades, costumava fazer isso).

Esse fato me trouxe à mente uma passagem da bíblia, do livro de Daniel, que discorre sobre três homens, Judeus, que foram jogados em uma fornalha em chamas por não se curvarem diante da estátua do rei. De acordo com o texto, a temperatura das chamas era tão alta que consumiu instantaneamente os guardas, encarregados de lançar os condenados à fornalha. Porém, como aqueles homens eram fiéis a Deus, as chamas não lhes causaram dano algum, sequer um fio dos seus cabelos fora queimado.

Esta história é de fato interessante, não acha? Ela empolga milhões de seguidores das religiões derivadas do judaísmo no mundo inteiro.

Mas é lamentável que fatos semelhantes ao narrado nesta história, estranhamente, só aconteçam na bíblia, ou melhor, na ficção.

É evidente que aquele casal não estava tentando a Deus. Ele estava realmente precisando de uma intervenção divina. Os defensores do cristianismo costumam afirmar que, na hora do aperto todos, inclusive os ateus, apelam para Deus. Sendo cristão, certamente aquele casal apelou com toda sua fé para a “ajuda divina”. Mas, como sempre, na vida real e diante de testemunhas de outras crenças, essa ajuda nunca vem - nunca mesmo.

Esse fato nos faz ver a grande incoerência que existe entre o que os cristãos acreditam e o que acontece de fato. Acredito que o simples fato de Deus repetir o feito extraordinário narrado no livro de Daniel, provavelmente resultaria no arrependimento e conversão de alguns daqueles muçulmanos ao cristianismo. E no momento que a bíblia diz, em Lucas 15:7, que “... haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se”, eu não consigo entender o porquê de Deus deixar passar a oportunidade de fazer com que alguns daqueles muçulmanos se arrependessem.

Em vista disso, restam-nos as seguintes perguntas: Se Deus existe, será que ele contraria a bíblia e prefere que o céu seja um lugar triste? Será que Deus não se manifestou porque a crença dos muçulmanos está certa e a dos cristãos errada? Ou será que Deus não se manifestou porque simplesmente não existe?

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

SE ESSA MODA PEGA...

São tantos os absurdos encontrados na bíblia, que se os seus ensinamentos fossem seguidos fielmente, a humanidade correria sérios riscos.

Leia o texto (em vermelho... como sangue) tirado do livro de Deuteronômio 21.18-21.

"Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos,

Então seu pai e sua mãe pegarão ele, e o levarão aos líderes da sua cidade, e à porta do seu lugar;
E dirão aos líderes da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão.
Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e toda a nação ouvirá e temerá
.
"

Palavra da salvação. E todos que concordam com ela digam amém! (Ironic mode on).

Agora responda, com sinceridade: Tem cabimento alguém, em sã consciência, se propor a seguir um livro como este?

Felizmente são poucos os que, apesar de se dizerem seguidores da bíblia, não a levam muito a sério.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Genocídio em nome da fé.

Repassando o cenário: milhares de pessoas, entre elas, gestantes, crianças de colo, adolescentes, idosos, doentes e deficientes sendo arrancadas de suas casas, mortas a golpes de espadas e carbonizadas pelas ruas; tudo por um capricho insano do deus bíblico.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

No princípio "deus criou a morte".

A morte não é uma consequência de "pecado"; é um fenômeno natural, inerente a todas as criaturas viventes.