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sexta-feira, 28 de agosto de 2020


OS DIAS INTERMINÁVEIS DA BÍBLIA



Há alguns dias, um amigo meu, que é membro de uma dessas igrejas que guardam o sábado para jejuar, orar e não trabalhar, tentou me persuadir a seguir a sua religião.

Procurando não o magoar, eu me recusei e tentei mudar o foco da conversa. Mas ele passou a insistir e a relatar suas experiências desde que passara a seguir os ensinamentos da religião, que julga ser a mais coerente de todas.

Disse-me ele: Desde que me converti à minha igreja as coisas mudaram para melhor, mas, para isso, precisei deixar o meu antigo modo de viver para trás, e passei a obedecer fielmente aos mandamentos da Bíblia.

Como eu sei que muitos mandamentos bíblicos são impossíveis de serem seguidos pelo ser humano, perguntei-lhe a quais mandamentos ele estava se referindo. Ele, sem demora, respondeu que dedicar o sábado ao seu deus seria um deles.

Então, como me vi preso à conversa, e para chegar ao ponto que eu queria, lhe perguntei se Jesus não havia desobrigado os fiéis a cumprirem este mandamento no Novo Testamento. Ele, convicto, alegou que não.

De acordo com a Bíblia, no Velho Testamento, o povo judeu deveria dedicar o sábado ao deus que adoravam. Durante um dia inteiro, do pôr do sol da sexta-feira ao pôr do sol do sábado, nenhum judeu poderia comprar, vende ou negociar. Não era permitido sequer acender uma fogueira para cozinhar ou se aquecer durante o sábado. O mandamento era extensivo a todos os membros da família, inclusive os escravos e animais. A pena para quem descumprisse esse mandamento seria a morte.

Tentei exaustivamente convencê-lo que nenhuma religião tem fundamentos sólidos a ponto de me convencer a segui-la. Mas como ele continuava insistindo, decidi dar a cartada final, perguntando-lhe se a sua igreja exige que todos os seus membros guardem o sábado, independente de onde eles estejam. A resposta foi afirmativa. Então eu lhe disse que em algumas regiões da Terra próximas aos polos, como a Finlândia e a Noruega, por exemplo, é impossível que alguém consiga cumprir esse mandamento.

Por desconhecer Geografia, o meu amigo não fazia a menor ideia de que nas regiões polares, durante o verão o sol permanece acima do horizonte por mais de dois meses, sem nunca se pôr. E quando finalmente se põe, só volta a nascer após dois ou três meses. Até ali, ele acreditava cegamente que o seu deus havia criado o sol para brilhar durante o dia e a lua para brilhar à noite. Jamais passaria por sua cabeça que o sol poderia ficar tanto tempo sem nascer.

Ele, sem dúvida, repensaria a sua obediência a este mandamento se visse o sol se pôr em uma sexta-feira, sabendo que ele só voltaria a nascer após dois ou três meses.

Por fim, ele acabou desistindo de tentar me persuadir. Mas, como eu esperava, não abandonaria a sua crença, pois disse que não havia perdido nada nos polos, portanto nunca precisaria ir para aqueles lados.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

SE EU FOSSE DEUS

Há um conhecido provérbio que diz: “Prego que se destaca leva martelada”.

Eu poderia estar criticando qualquer outro deus, mas como o deus judaico-cristão (Javé ou Jeová, como queiram) -  que doravante chamarei simplesmente de “Deus”, pelo fato de ele assim ser mais conhecido - é o mais popular aqui no Brasil, nada mais lógico que ele seja também o mais criticado. Portanto, é só por este motivo que direciono a ele a maioria das minhas críticas.

Os seguidores de Deus costumam dizer que a desobediência dos primeiros humanos às suas instruções é a causa de todos os males que acometem a humanidade e, por tabela, os outros animais.

Apesar de Deus em alguns momentos, sempre que conveniente, assumir características particularmente humanas, como, se arrepender (Gênesis 6.6; Êxodo 32.14; I Samuel 165.35 e Amós 7.3), se esquecer de algo (Gênesis 30.22; Êxodo 6.5; Salmos 105.11; Salmos 105.42) e, como nós, precisar ver com os próprios olhos para acreditar em algo (Gênesis 11.15), a sua característica mais marcante é a de um ser extremamente sádico, que sente um prazer inexplicável com o cheiro da fumaça exalada pelo corpo de um animal sendo queimado e, pior, com o derramamento de sangue de homens em batalhas e animais executados em sacrifício.

Mas, será que os seus seguidores não se apercebem que se ele de fato existisse, se fosse realmente o criador do universo, se mantivesse tanto poder concentrado em suas mãos e fosse senhor absoluto de todas as suas vontades, o mundo obrigatoriamente deveria ser o que imaginamos ser um paraíso?

A título de exemplo, se eu fosse Deus, com os poderes a ele atribuídos, nada -nada mesmo - me impediria de fazer do mundo o paraíso com o qual a humanidade tanto sonha.

Se aceitássemos a ideia de que o universo tivesse sido criado como na bíblia está escrito, concluiríamos que os erros cometidos por Deus no suposto plano de criação do universo seriam muitos, e, além disso, determinantes nos fatores que contribuiriam para que o mundo fosse o que hoje é. A maioria deles, eu, se fosse Deus, jamais cometeria, pois saberia de antemão que desencadeariam eventos comprometeriam seriamente o projeto de tornar o mundo um paraíso.

Portanto, primeiramente, se eu fosse Deus, não criaria anjos, pois, sendo onipresente, eu não precisaria deles e, sendo onisciente, saberia que um deles se rebelaria, se tornaria o que chamamos de demônio, corromperia milhões de outros anjos e lideraria um motim no céu para tomar o meu lugar.

Se eu fosse Deus, não criaria um universo tão vasto, com imensas galáxias, pulsares, quasares e buracos negros, afastados entre si por distâncias imensuráveis, para colocar os seres humanos em uma “bolinha” quase imperceptível até mesmo se observada do planeta mais próximo.

Se eu fosse Deus, não criaria a Terra sujeita a tantos fatores os eventos, como, pragas, epidemias, secas, tempestades, vulcões, terremotos, tsunamis e furacões, que ameaçam a segurança dos seus habitantes.

Se eu fosse Deus, não criaria animais presas e predadores.
Se eu fosse Deus, não criaria o homem com sentimentos de inveja, orgulho, preconceito e tantos outros que nada acrescentam à espécie humana. Dispensaria a prática de sacrifícios e ofertas, pois elas certamente causariam a inveja de um irmão em relação a outro, por julgar que a oferta deste foi melhor que a sua.

Se eu fosse Deus, encheria o mundo apenas com pessoas boas, não permitiria que pessoas más viessem ao mundo para perturbar a paz.
Se eu fosse Deus, não colocaria uma árvore no planeta Terra para proibir e punir, com ameaça de morte e sofrimento eterno, os primeiros seres humanos que desobedecessem e comessem dos seus frutos, estendendo esta punição desproporcional a todos os seus descendentes.

Se eu fosse Deus, não autorizaria que uma nação invadisse outra para saquear e matar indiscriminadamente milhares de pessoas, poupando apenas as jovens virgens para serem estupradas e servirem de escravas sexuais.

Se eu fosse Deus, nunca permitiria que um filho perdesse seus pais e jamais imporia aos pais a dor de perder um filho.
Se eu fosse Deus, não ordenaria o espancamento de um filho desobediente e, tampouco, o seu apedrejamento até a morte, caso ele insistisse em desobedecer.

Se eu fosse Deus, jamais puniria o homem com um sofrimento eterno, por faltas transientes. Eu, sabendo das consequências das suas decisões, sentaria ao seu lado e orientaria a tomar mais certa.

Se eu fosse Deus, não me esconderia por trás de tantos mistérios, eu falaria diretamente com cada uma das minhas criaturas, evitando a exploração religiosa por parte de aproveitadores e charlatães que fazem da fé alheia fonte inesgotável de lucros, que impõem aos seus incautos seguidores uma vida de sacrifícios.

Se eu fosse Deus, não exigiria adoração - adoraria ser adorado ou, melhor, amado apenas por ser um deus, acima de tudo, humano.

Enfim, se eu fosse um deus criador do universo, sendo detentor de toda sabedoria e absoluto poder, o mínimo que poderia se esperar de mim é que este universo fosse perfeito.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

LOBOS EM PELE DE CORDEIROS

Conheço um casal de (autodenominados) pastores, daquele tipo que não resiste ver uma garagem desocupada sem que não passe por sua cabeça a ideia de alugar o espaço, encher de cadeiras e abrir uma igreja, para arrancar o suado dinheiro dos incautos que, por acaso, sejam atraídos por promessas de curas.

Eles costumam reunir uma dúzia de outros crentes e organizar campanhas de arrecadação de dinheiro com o fim de comprar alimentos e distribuir entre moradores de rua e usuários de drogas, na região da cidade de São Paulo conhecida como Cracolândia.  Talvez eles pensem que, com este gesto, estejam passando à sociedade a imagem de um casal exemplar, que se preocupa com o próximo e, por tabela, ganhem pontos junto ao deus no qual acreditam. Como se aquele deus, que, segundo o livro de inspiração atribuída ele, costumava exigir dos seus fiéis ofertas de materiais preciosos e sacrifícios de derramamento de sangue, fosse se satisfazer com uma mísera distribuição de pãezinhos, recheados com uma finíssima fatia da mortadela, da mais barata encontrada no açougue, e um pequeno copo descartável com refresco de envelope, cujo conteúdo, indicado para produzir apenas um litro, fora diluído em quatro ou cinco litros de água.

Não precisamos nos esforçar muito para chegarmos à conclusão de que o impacto deste ato na vida de quem recebe o donativo é quase zero. Talvez este ato fizesse alguma diferença se fosse repetido todos os dias, mas, longe disso, era realizado uma ou, no máximo, duas vezes ao ano. No intervalo deste tempo, aqueles indivíduos, e suas necessidades, caiam no mais profundo esquecimento.

Mas, se já consideramos hipócrita a atitude de tentar beneficiar alguém com algo de tão insignificante importância, pior ainda é o comportamento do casal no seu dia a dia. Para começar, o seu relacionamento com a vizinhança não é dos melhores. Ela, a pastora, pela sua extravagância e “língua afiada”, acabou por promover intrigas e, por isso, cortou relações com quase toda vizinhança. E ele, cuja ambição por dinheiro ultrapassa todos os limites do bom senso, é evitado ao máximo pelos vizinhos.


Mas, o ato que mais me causou ojeriza em relação a eles aconteceu quando, certa manhã, ao ouvir gritos na rua e me dirigir ao portão de casa para ver o que se passava, flagrei a hipocrisia do pastor mostrando a sua cara. Ele gritava enfurecido, enquanto expulsava e espalhava os pertences de um pobre morador de rua, que tivera a infeliz ideia de se instalar debaixo da marquise da sua igreja (melhor dizendo, da garagem transformada em igreja). 


Ver aquele pobre andarilho, recolhendo as suas poucas coisas, humilhado, sem dizer uma só palavra, diante dos olhos faiscantes e insensíveis do pastor – que, vale salientar, possui imóveis distribuídos por quase todo o quarteirão - me fez ver o quão hipócritas podem ser aqueles religiosos que não dão a mínima importância para o que alguns personagens (Jesus Cristo, Buda e São Francisco de Assis, por exemplo), considerados guias religiosos, incentivam fazer – abrir mão de riquezas e ser complacente com os necessitados.


Com este comportamento controverso, a única lição que este casal de pastores nos dá é que o seu ato de distribuir pãozinho com mortadela barata e refresco aguado contribui muito pouco para o bem-estar de alguns, mas a sua hipocrisia contribui, e muito, para o mal-estar de muitos.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

A SOLIDEZ DA REALIDADE E A FLUIDEZ DA FÉ

Quando nós, ateus, observamos friamente o modo de viver daqueles dos religiosos que têm a bíblia como sua base de fé, chegamos à conclusão que seus pensamentos oscilam entre a realidade e a fantasia.

Diante da impossibilidade de negarem um fato concreto, eles criaram uma forma de encará-los com mais facilidade, sem, no entanto, mudarem a natureza deste fato, ou seja, o fato é real, mas eles o encaram como se não fosse. Isso os faz se senti mais confortáveis, pois, apesar dos pesares, conseguem digerir com certa facilidade a dura realidade da sua existência.

Só para entendermos melhor como isso funciona, vejamos algumas situações em que, por exemplo, um cristão vale-se da fé para encarar um fato real.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é o pão da vida (João 6:48), e que o seu deus não deixa que nada lhe falte (Salmos 23.1). Mas, para que não lhe falte alimento, ele vai constantemente à padaria e ao mercado.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é a luz do mundo (João 8:12). Mas, temendo ficar sem luz, ele paga todos os meses a conta de energia elétrica.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é uma fonte de água (João 8:12), e que o seu deus pode fazer jorrar água de uma pedra (Isaías 48:21; Salmos 114:8; Números 20:8). Mas, para que seu fornecimento de água não seja cortado, ele paga todos os meses a conta d’água.

Pela fé, o cristão também acredita que Jesus é um advogado (João 1:2) e finge acreditar na justiça do seu deus (Mateus 6:33).

Mas, burla o mandamento do ano da remissão (Deuteronômio 15:1,2), e recorre à justiça dos homens, quando alguém lhe deve algo.

Pela fé, o cristão acredita que pode fazer qualquer coisa, até mesmo “coisas impossíveis de serem feitas” (Filipenses 4:13). Mas usa pontes, ao invés de caminhar sobre as águas; sobe e desce morros, ao invés de tirá-los do caminho.

Pela fé, o cristão acredita que pode curar doenças (Lucas 9:1, Mateus 10:1). Mas não hesita em procurar ajuda médica, quando sente um problema de saúde.

Pela fé, o cristão acredita que pode fazer todos os milagres que Jesus teria feito, inclusive, ressuscitar mortos (João 14:12). Mas, infelizmente, dá de cara com a dura realidade diante da perda de um ente querido, e, impotente, não ousa sequer recorrer ao poder que supõe ter. Então, assim como os ateus, dobra-se diante da realidade, e tudo que lhe resta é aceitar o fato e lamentar.

Por fim, a mente humana tem a capacidade de galgar distâncias inimagináveis. Alguns valem-se desta peculiar capacidade para estudar a realidade do mundo à sua volta, enquanto outros, a usam para fugir desta realidade.

A menos que tiremos os obstáculos do caminho, eles permanecerão lá.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A EFICIÊNCIA DA AÇÃO.

Se você contrair uma gripe e orar, ela sara. E se você não orar, ela também vai sarar.

Se você procura por algo e orar, talvez encontre. E se não orar, talvez também encontre.

Por mais escura e difícil que seja uma noite, se você orar, um novo dia amanhece. E se não orar, ele também vai amanhecer.

Porém, se alguém estiver escorregando à beira de um precipício, por maior que seja a sua fé, não tente juntar as suas mãos para orar ao invés de estendê-las para ajudar, pois o resultado certamente será trágico.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

UM PÉSSIMO CONSELHO BÍBLICO.


O fato de a bíblia ser considerada um livro que traz paz para a humanidade se dá pela supressão de textos que incitam a violência. Para que sua reputação não seja prejudicada, os líderes religiosos, estrategicamente, omitem estes textos de suas pregações e desestimulam a sua leitura. Até mesmo os tradutores utilizaram-se de palavras desconhecidas do grande público, a fim de dificultar a sua compreensão.

Um exemplo disso, e o texto de Deuteronômio 13:6-10, que, em linguagem simplificada, mostra Deus advertindo o seguinte:

"Se o seu irmão, seu filho, sua filha, sua esposa, seu esposo ou algum dos seus amigos te convidar a adorar qualquer outro deus além de mim, não aceite!
Mas não basta recusar o convite - você precisa matá-lo sem piedade! Você não pode deixá-lo fugir ou se esconder.
E, um detalhe, você precisa ser o primeiro a atacá-lo - depois deve deixar que outras pessoas terminem o serviço.
Ele deve ser apedrejado ate a morte, por ter tentado te convencer a deixar de me adorar."

Um leitor desatento, no afã de simplesmente ler a bíblia, não perceberá a gravidade deste texto. Mas são textos como este que disseminam ódio, intolerância, terrorismo e assassinatos, com requintes de crueldade, por parte de extremistas religiosos.

Portanto, quando alguém lhe disser que a bíblia só traz bons conselhos, é bom "ficar com um pé atrás".

sábado, 6 de junho de 2015

NA REALIDADE O FOGO QUEIMA. VOCÊ DUVIDA?

No Paquistão, país muçulmano e extremamente intolerante em relação às demais crenças, um casal de cristãos foi atacado por uma multidão enfurecida de muçulmanos.

As vítimas (marido e mulher) foram acusadas de blasfêmia por terem, supostamente, profanado uma cópia do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Mesmo sem provas nem julgamento, ambos foram espancados e depois jogados vivos no forno de tijolos da olaria onde trabalhavam (A prática de jogar os inimigos em forno ardente é inspirada na bíblia - em II Samuel 12:31, a bíblia mostra que o rei Davi, além de outras atrocidades, costumava fazer isso).

Esse fato me trouxe à mente uma passagem da bíblia, do livro de Daniel, que discorre sobre três homens, Judeus, que foram jogados em uma fornalha em chamas por não se curvarem diante da estátua do rei. De acordo com o texto, a temperatura das chamas era tão alta que consumiu instantaneamente os guardas, encarregados de lançar os condenados à fornalha. Porém, como aqueles homens eram fiéis a Deus, as chamas não lhes causaram dano algum, sequer um fio dos seus cabelos fora queimado.

Esta história é de fato interessante, não acha? Ela empolga milhões de seguidores das religiões derivadas do judaísmo no mundo inteiro.

Mas é lamentável que fatos semelhantes ao narrado nesta história, estranhamente, só aconteçam na bíblia, ou melhor, na ficção.

É evidente que aquele casal não estava tentando a Deus. Ele estava realmente precisando de uma intervenção divina. Os defensores do cristianismo costumam afirmar que, na hora do aperto todos, inclusive os ateus, apelam para Deus. Sendo cristão, certamente aquele casal apelou com toda sua fé para a “ajuda divina”. Mas, como sempre, na vida real e diante de testemunhas de outras crenças, essa ajuda nunca vem - nunca mesmo.

Esse fato nos faz ver a grande incoerência que existe entre o que os cristãos acreditam e o que acontece de fato. Acredito que o simples fato de Deus repetir o feito extraordinário narrado no livro de Daniel, provavelmente resultaria no arrependimento e conversão de alguns daqueles muçulmanos ao cristianismo. E no momento que a bíblia diz, em Lucas 15:7, que “... haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se”, eu não consigo entender o porquê de Deus deixar passar a oportunidade de fazer com que alguns daqueles muçulmanos se arrependessem.

Em vista disso, restam-nos as seguintes perguntas: Se Deus existe, será que ele contraria a bíblia e prefere que o céu seja um lugar triste? Será que Deus não se manifestou porque a crença dos muçulmanos está certa e a dos cristãos errada? Ou será que Deus não se manifestou porque simplesmente não existe?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ALGUÉM VIU DEUS POR AÍ?

Deus já foi visto por alguém? A bíblia tem duas respostas distintas para esta pergunta.


A bíblia diz que não.

João insiste em dizer que ninguém viu.

"Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito que está no seio do Pai, esse o revelou." João 1.18

"Ninguém jamais viu a Deus; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós perfeito." 1 João 4.12

"Ninguém viu o Pai (Deus), a não ser aquele que vem de Deus; somente ele viu ao Pai." João 6.46

Timóteo também diz que não.

"Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver." 1 Timóteo 6.15,16


A bíblia diz que sim.

De acordo com a bíblia, um montão de gente o viu.

“Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta autoridades de Israel subiram e viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia algo semelhante a um pavimento de safira, como o céu em seu esplendor.” Êxodo 24.9,10

"O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Êxodo 33:11

Jacó também o viu.

"Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada". Gênesis 32.30,31

Abraão não só o viu, mas também comeu um churrasco com ele.

"O Senhor apareceu a Abraão perto dos carvalhos de Manre, quando ele estava sentado à entrada de sua tenda, na hora mais quente do dia." Gênesis 18.1

"Abraão foi apressadamente à tenda e disse a Sara: 'Depressa, pegue três medidas da melhor farinha, amasse-a e faça uns pães'. Depois correu ao rebanho e escolheu o melhor novilho, e o deu a um servo, que se apressou em prepará-lo. Trouxe então coalhada, leite e o novilho que havia sido preparado, e os serviu. Enquanto comiam, ele ficou perto deles em pé, debaixo da árvore." Gênesis 18.6-8

Portanto,os seguidores da bíblia devem pensar dez vezes, antes de afirmar que ela não se contradiz.

sábado, 7 de setembro de 2013

QUEM TEM #% TEM MEDO.


"...Jesus andava pela Galiléia, e já não queria andar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo." João 7.1

E, depois, vem dizer:

"E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer." Lucas 12.4

Pois é, isso me traz à mente dois ditos populares:
"Quem tem boca diz o que quer" e "Quem tem #% tem medo" .

terça-feira, 20 de agosto de 2013

ALÉM DOS DEZ MANDAMENTOS.

Outro dia, lendo os comentários de uma reportagem em um site que procurava mostrar o quanto a Rede Globo é tendenciosa em relação à religião católica, encontrei o comentário de uma senhora que me impulsionou a respondê-la.

O comentário dizia o seguinte:

“Eu sou católica apostólica romana. Minha religião prega a obediência aos Dez Mandamentos da Lei de Deus, que se fossem seguidos como nos manda a Santa Madre Igreja, o mundo seria um paraíso - sem violência, sem crimes, sem inveja, traições, e principalmente, pessoas sem escrúpulos.”

Acho que esta senhora desconhece que a bíblia tem outros mandamentos, além destes dez, aos quais ela se refere, que a sua religião procura, a todo custo, esconder os seus fiéis.

Certamente ela não teria a mesma opinião se conhece os seguintes mandamentos:

Deuteronômio 21.18-21 - que manda apedrejar os filhos desobedientes.

Levítico 20.10 e Deuteronômio 22:22 - que mandam matar todos os infiéis no casamento (não importando os motivos).

Levítico 20:27 - que manda  apedrejar  até a morte os que fazem adivinhações ou previsões (astrólogos,  cartomantes etc).

Levítico 24:16 e Deuteronômio 17.2 -5 - que mandam matar todos que não seguem a sua religião.

Levítico 18:22 - que gera preconceito e homofobia.

Levítico 25:44 - que  apoia abertamente a escravidão.

Levítico 21:9 - Que manda queimar a filha que desonrar seu pai, tornando-se prostituta.


Levítico 19:27 - que não aceita nem mesmo que os homens cortem o cabelo e a barba.

I Timóteo 2:12 - que ordena que as mulheres fiquem caladas diante dos homens e que sejam, incondicionalmente, sujeitas aos seus maridos.

A pergunta que deixo no ar é a seguinte:Será que o mundo seria realmente um paraíso, sem violência e sem crimes, se todo mundo procurasse seguir todos os mandamentos da bíblia?

Eu, particularmente, acredito que não.

sábado, 15 de junho de 2013

UMA VIAGEM NA MAIONESE.

Alguém em sã consciência pode dar crédito a algo assim?

"E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite."  - Apocalipse 8:12

Desde quando a luz do dia precisa do brilho da lua e das estrelas, além do sol?

sábado, 30 de março de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mais Um Ano - A Frustração Continua.

2013 - Mais um ano sem o mundo acabar e sem  Jesus voltar.
Até quando haverá pessoas vivendo esta ilusão?