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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

VELHAS HISTÓRIAS, NOVAS ROUPAGENS.

 

Histórias mal contadas

Enquanto batiam cabeça para juntar textos antigos, com o objetivo de montar um livro único que pudesse servir de base para sua religião, os judeus cometeram alguns deslizes, alguns deles foi colocar histórias repetidas, que se diferenciavam apenas pela troca dos nomes das personagens, do tempo, do cenário e de pequenos detalhes nos seus desfechos.



1 . A história Ló em Sodoma e do Levita em Gibeá

Ao ler a história de Ló, contada em Gênesis 19, no episódio em que ele recebe dois estranhos em sua casa e a tem cercada pelos sodomitas que desejavam estuprar os seus hóspedes, o fiel descuidado e influenciado pela sua crença, não percebe que esta mesma história se repete em Juízes 19 com uma nova roupagem.

No remake (recontagem da história) em Juízes, Ló é substituído por um camponês, enquanto os hóspedes são substituídos por um viajante levita e sua concubina. Quanto ao cenário, a cidade de Sodoma, supostamente situada ao sul do Mar Morto, é substituída por Gibeá, cidade da tribo de Benjamim, supostamente situada ao norte do mesmo mar.

Aparentemente as duas histórias tiveram origem em uma lenda que se contava nas regiões em torno do Mar Morto, visto que a distância entre as duas cidades não é muito grande, cerca de cem quilômetros.

Como tudo na Bíblia é sempre impreciso e confuso, não se pode situar as duas histórias no tempo, até porque, provavelmente elas nem tenham acontecido de fato, como já dito, podem não passar de uma versão alterada de uma antiga lenda que, havia muito tempo, corria na região. Mas, seguindo a cronologia grotesca da bíblia, pode-se inferir uma lacuna de 500 a 700 anos entre elas.

Para compararmos o plágio ocorrido entre as duas histórias, vamos analisar cada trecho, separando-os em tópicos e fazendo breves comentários (em itálico).

1.1 Cenário, horário e personagens

Na história de Gênesis, dois personagens (que a bíblia apresenta como anjos) chegam à praça da cidade de Sodoma ao anoitecer e encontram Ló sentado próximo ao portão principal. Na história de Juízes, dois personagens (um levita e sua concubina) chegam à praça da cidade de Gibeá também ao anoitecer, e ali encontram um camponês adentrando o portão principal.

Notamos aqui que tanto o cenário e o horário quanto o número de personagens envolvidos são exatamente os mesmos. Se desconsiderarmos os sexos dos personagens e lhes déssemos os nomes de A, B e C, veremos que a segunda história é uma reprodução exata da primeira.

1.2 O convite para uma noite de terror

Na história de Gênesis, Ló convida os recém chegados a passarem a noite em sua residência e eles, a princípio, recusam. Mas, Após muita insistência de Ló, decidem aceitar. Na História de Juízes o camponês também convida os recém chegados a passarem a noite em sua casa eles também recusam o convite. Mas também acabam aceitando após muita insistência.

Na casa de Ló os visitantes foram bem recepcionados, lavaram os pés e se alimentaram. O mesmo aconteceu na casa do camponês, os visitantes lavaram os pés e comeram alguma coisa.

Como a apresentação de uma peça de teatro, temos também aqui o mesmo cenário e a atuação dos mesmos personagens em ambas as histórias.

1.3 As ofertas recusadas

Um caso estranho acontece na casa de Ló. Após o jantar, antes de irem deitar, todos estavam conversando, a casa é cercada por homens que queriam estuprar os visitantes. Coincidentemente, o mesmo ocorre na casa do camponês. Todos estavam entretidos antes de dormir, quando a casa também é cercada por um bando de estupradores, ávidos por abusar sexualmente dos visitantes.

Afim de preservar a integridade física dos seus hóspedes, Ló toma uma decisão digna de nojo. Ele, sem pensar duas vezes, sai para negociar com os homens que cercavam a sua casa e oferece duas mulheres - suas duas filhas virgens - para serem estupradas à vontade por aqueles eles. A cena se repete na casa do camponês e a atitude que ele toma é exatamente a mesma - sair para negociar, oferendo duas mulheres, a sua filha virgem e a concubina do seu hóspede para serem estupradas.

Não se sabe o porquê, mas, em ambas as histórias, os homens recusam as mulheres, pois queriam mesmo manter relações homossexuais. Na minha opinião, o comportamento dos indivíduos citados na história aparenta mais ser um distúrbio animalesco do que uma simples atração sexual. Particularmente, não tenho conhecimento de que algum dia na história secular, grupos de gays se reuniram em bandos e saíram ameaçando arrombar casas afim de terem relações forçadas com homens. Só por isso já me ponho a inferir que ambas as histórias são fantasiosas pois não fazem nenhum sentido.

1.3 Desfecho macabro

Tragédias, sangue e muito sofrimento são elementos que quase sempre estão presentes nas histórias da Bíblia, e nestas duas histórias não podia ser diferente – elas trazem morte no final.

Na história de Gênesis 19, Ló e suas filhas precisam sair às pressas da cidade para fugirem de uma estranha chuva de fogo. A esposa de Ló contraria uma ordem sem sentido de não olhar para trás e morre petrificada, tornando-se um obelisco de sal.

Na história de Juízes 19, como se fosse um saco de lixo, a concubina do levita é jogada por ele para fora de casa e, não podendo voltar, pois ele fechara a porta imediatamente, ela é cercada e estuprada a noite inteira por vários maníacos sexuais. De madrugada, quando a violência termina, ela, já sem forças para se manter de pé, se arrasta e morre a poucos metros da porta da casa, onde o seu senhor (e algoz) dormia tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.

Lembro me perfeitamente de ter feito uma leitura completa da bíblia, livro por livro, durante o tempo em que pertenci a uma instituição religiosa evangélica. Mas não me lembro de ter passado por estas duas histórias com a mesma sensibilidade com a qual faço agora. Também não lembro de ter percebido a similaridade entre as duas. Parece que a religião me entorpecia, me impedindo de enxergar o que estava bem ali, diante dos meus olhos.

 

2 . Abraão e Isaque, a mesma sina, a mesma cena e as mesmas trapaças

Outras histórias que não podem deixar de ser citadas são as histórias envolvendo Abraão, seu filho, Isaque e suas esposas, bonitas e estéreis.  Nestas histórias acontecem fatos cuja probabilidade de serem meras coincidência é muito remota. Talvez aqueles que dedicaram à tarefa de juntar material para compor a Bíblia estivessem tão entusiasmados, ou entediados, que não perceberam que estavam duplicando textos. Ou então colocaram estes textos de propósito, como um elemento de apoio, para aumentar a dramaticidade das histórias. Vamos às coincidências

Contrariando suas próprias afirmações de que Deus jamais apareceu e foi visto por um ser humano (Êxodo 33.20; João 1.18; I João 4.12), a Bíblia diz que Deus apareceu às personagens, primeiro a Abraão e depois a Isaque.

2.1  As mesmas promessas

Nos capítulos 12, 13 e 15 de Gênesis, Deus aparece a Abraão e promete terras e riquezas para ele e para os seus descendentes. Deus também fala para Abrão que seus descendentes serão tão numerosos quanto os grãos de areia e incontáveis como as estrelas.

Em Gênesis 26, Deus aparece a Isaque para fazer exatamente a mesma coisa, prometer terras e riquezas para ele e para os seus descendentes. Assim como na primeira história, Deus também diz a Isaque que seus descendentes também serão numerosos, e usa as estrelas para aludir ao número de descendentes.

Vale salientar que, depois de Deus ter feito as promessas para Isaque, ele disse que seu pai havia obedecido e guardado os seus estatutos e suas leis, mas até aquele momento não havia nenhum estatuto e nenhuma lei escrita para que alguém pudesse os cumprir. Se estes estatutos e leis fossem algo de tanta importância, a ponto de quem os seguisse obtivesse tantas benesses, até para efeito de justiça, eles deveriam estar escritos em algum lugar, como no caso dos mandamentos dados a Moisés.

2.2  A mesma fome, a mesma farsa

Gênesis 12 diz que houve uma grande fome na região onde Abraão estava, obrigando-o a viajar para a cidade de Gerar. Para não ficar para trás, Gênesis 26 já começa falando que uma grande fome assolou a região onde estava Isaque. E você quer saber para onde ele viajou para escapar da fome? Bingo! Isaque vasou para cidade de Gerar.

Na cidade de Gerar, dominada pelo povo filisteu, Abraão recorre a uma mentira para livrar sua pele. Como a sua esposa, Sara, era uma mulher muito bonita, Abraão pediu para que ela se passasse por sua irmã, pois, caso contrário, o rei da cidade de Gerar, chamado, ou intitulado, Abimeleque, o mataria para ficar com ela.

É muita coincidência para ser mero fruto do acaso, mas, anos depois, na mesma cidade, a cena se repete, agora com outro personagem, Isaque. Também temendo ser morto pelo rei da cidade de Gerar, também chamado ou intitulado Abimeleque (não se sabe se se trata da mesma pessoa), Isaque pede para que sua esposa, Rebeca, se passe por sua irmã.

Mesmo que o Abimeleque que caiu na mentira de Isaque não fosse o mesmo que caíra na mentira de Abraão, ele deveria ter conhecimento da tática dos israelitas de mentirem, dizendo que suas esposas eram suas irmãs. Na primeira história, que envolveu Abraão, o rei Abimeleque o recompensou com tantas riquezas e privilégios que os boatos se espalhariam tanto que o caso seria comentado por anos e anos.

2.3  A mesma sina

Estranhamente, Tanto Abrão quanto Isaque e, até mesmo, seu filho Jacó, compartilham a mesma sina, as esposas de todos eles são estéreis (Gênesis 16.1 e Gênesis 25.21).

Em uma terra em que as demais mulheres engravidavam ao primeiro encontro (Gênesis 16.2-4; Gênesis 30.1-5; Gênesis 30.9-10), a possibilidade de pai, filho e neto se casarem com mulheres estéreis seria muito remota, a menos que eles buscassem justamente isso, mas não foi esse o caso.

 

Para concluir

Pode parecer irrelevante, mas repetição da mesma história com personagens diferentes certamente joga uma pá de dúvidas sobre o conjunto todo da Bíblia, pois denota uma certa falta de cuidado na seleção dos textos, já que os seus seguidores guardam consigo, e tentam passar aos outros, a ideia fixa de que ela fora escrita sob uma inspiração divina.

Aprofundando o raciocínio, não é fácil nos convencer de que uma história não é um completo plágio da outra. Ou, pior ainda, pode haver a grande possiblidade de que uma história semelhante, quiçá de outras crenças, tenha servido de base para estas que entraram para a Bíblia.

Quem questiona aprende, quem não questiona acredita.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

LOBOS EM PELE DE CORDEIROS

Conheço um casal de (autodenominados) pastores, daquele tipo que não resiste ver uma garagem desocupada sem que não passe por sua cabeça a ideia de alugar o espaço, encher de cadeiras e abrir uma igreja, para arrancar o suado dinheiro dos incautos que, por acaso, sejam atraídos por promessas de curas.

Eles costumam reunir uma dúzia de outros crentes e organizar campanhas de arrecadação de dinheiro com o fim de comprar alimentos e distribuir entre moradores de rua e usuários de drogas, na região da cidade de São Paulo conhecida como Cracolândia.  Talvez eles pensem que, com este gesto, estejam passando à sociedade a imagem de um casal exemplar, que se preocupa com o próximo e, por tabela, ganhem pontos junto ao deus no qual acreditam. Como se aquele deus, que, segundo o livro de inspiração atribuída ele, costumava exigir dos seus fiéis ofertas de materiais preciosos e sacrifícios de derramamento de sangue, fosse se satisfazer com uma mísera distribuição de pãezinhos, recheados com uma finíssima fatia da mortadela, da mais barata encontrada no açougue, e um pequeno copo descartável com refresco de envelope, cujo conteúdo, indicado para produzir apenas um litro, fora diluído em quatro ou cinco litros de água.

Não precisamos nos esforçar muito para chegarmos à conclusão de que o impacto deste ato na vida de quem recebe o donativo é quase zero. Talvez este ato fizesse alguma diferença se fosse repetido todos os dias, mas, longe disso, era realizado uma ou, no máximo, duas vezes ao ano. No intervalo deste tempo, aqueles indivíduos, e suas necessidades, caiam no mais profundo esquecimento.

Mas, se já consideramos hipócrita a atitude de tentar beneficiar alguém com algo de tão insignificante importância, pior ainda é o comportamento do casal no seu dia a dia. Para começar, o seu relacionamento com a vizinhança não é dos melhores. Ela, a pastora, pela sua extravagância e “língua afiada”, acabou por promover intrigas e, por isso, cortou relações com quase toda vizinhança. E ele, cuja ambição por dinheiro ultrapassa todos os limites do bom senso, é evitado ao máximo pelos vizinhos.


Mas, o ato que mais me causou ojeriza em relação a eles aconteceu quando, certa manhã, ao ouvir gritos na rua e me dirigir ao portão de casa para ver o que se passava, flagrei a hipocrisia do pastor mostrando a sua cara. Ele gritava enfurecido, enquanto expulsava e espalhava os pertences de um pobre morador de rua, que tivera a infeliz ideia de se instalar debaixo da marquise da sua igreja (melhor dizendo, da garagem transformada em igreja). 


Ver aquele pobre andarilho, recolhendo as suas poucas coisas, humilhado, sem dizer uma só palavra, diante dos olhos faiscantes e insensíveis do pastor – que, vale salientar, possui imóveis distribuídos por quase todo o quarteirão - me fez ver o quão hipócritas podem ser aqueles religiosos que não dão a mínima importância para o que alguns personagens (Jesus Cristo, Buda e São Francisco de Assis, por exemplo), considerados guias religiosos, incentivam fazer – abrir mão de riquezas e ser complacente com os necessitados.


Com este comportamento controverso, a única lição que este casal de pastores nos dá é que o seu ato de distribuir pãozinho com mortadela barata e refresco aguado contribui muito pouco para o bem-estar de alguns, mas a sua hipocrisia contribui, e muito, para o mal-estar de muitos.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ALGUÉM VIU DEUS POR AÍ?

Deus já foi visto por alguém? A bíblia tem duas respostas distintas para esta pergunta.


A bíblia diz que não.

João insiste em dizer que ninguém viu.

"Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito que está no seio do Pai, esse o revelou." João 1.18

"Ninguém jamais viu a Deus; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós perfeito." 1 João 4.12

"Ninguém viu o Pai (Deus), a não ser aquele que vem de Deus; somente ele viu ao Pai." João 6.46

Timóteo também diz que não.

"Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver." 1 Timóteo 6.15,16


A bíblia diz que sim.

De acordo com a bíblia, um montão de gente o viu.

“Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta autoridades de Israel subiram e viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia algo semelhante a um pavimento de safira, como o céu em seu esplendor.” Êxodo 24.9,10

"O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Êxodo 33:11

Jacó também o viu.

"Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada". Gênesis 32.30,31

Abraão não só o viu, mas também comeu um churrasco com ele.

"O Senhor apareceu a Abraão perto dos carvalhos de Manre, quando ele estava sentado à entrada de sua tenda, na hora mais quente do dia." Gênesis 18.1

"Abraão foi apressadamente à tenda e disse a Sara: 'Depressa, pegue três medidas da melhor farinha, amasse-a e faça uns pães'. Depois correu ao rebanho e escolheu o melhor novilho, e o deu a um servo, que se apressou em prepará-lo. Trouxe então coalhada, leite e o novilho que havia sido preparado, e os serviu. Enquanto comiam, ele ficou perto deles em pé, debaixo da árvore." Gênesis 18.6-8

Portanto,os seguidores da bíblia devem pensar dez vezes, antes de afirmar que ela não se contradiz.

sábado, 7 de setembro de 2013

QUEM TEM #% TEM MEDO.


"...Jesus andava pela Galiléia, e já não queria andar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo." João 7.1

E, depois, vem dizer:

"E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer." Lucas 12.4

Pois é, isso me traz à mente dois ditos populares:
"Quem tem boca diz o que quer" e "Quem tem #% tem medo" .

quinta-feira, 20 de junho de 2013

DISPARIDADE BÍBLICA

A bíblia diz:

“Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão.” (Salmos 37:2)

Por quê?

“Como está escrito: "Não há nenhum justo, nem um sequer.” (Romanos 3.10)


Outra frase com o mesmo peso:

Nunca vi um saci fumando, pois sacis não existem.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mais Um Ano - A Frustração Continua.

2013 - Mais um ano sem o mundo acabar e sem  Jesus voltar.
Até quando haverá pessoas vivendo esta ilusão?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Prova da Falsa Inerrância Bíblica.

O teste abaixo foi elaborado desconsiderando-se as traduções da bíblia que tentam adequá-la à realidade atual, encaixando palavras que melhor atendam a este propósito.

Supondo que um cristão e um cético respondam ao questionário com toda fidelidade à sua crença e falta dela, qual seria o resultado?

MATEMÁTICA

1 - Assinale a alternativa mais aproximada. 


[    ] O valor de PI é exatamente 3 - (Afirmação Bíblica - I Reis 7.23 / II Crônicas 4.2)
[ X ] O valor aproximado de PI é 3,1416 - (Afirmação Científica) 

2 - Assinale a alternativa correta. 

[    ] Pode-se somar 1+1 e o resultado ser diferente de 2 - (Afirmação Bíblica - Marcos 9.23)
[ X ] 1+1 = 2 - (Afirmação Científica) 

3 - Assinale a alternativa correta.

[    ] Ouro enferruja - (Afirmação Bíblica - Tiago 5.3)
[ X ] Ouro não enferruja - (Afirmação Científica) 

BIOLOGIA 

4 - Assinale a alternativa correta. 

[    ] O grão de trigo precisa morrer para germinar - (Afirmação Bíblica - João 12.24)
[ X ] O grão de trigo não precisa morrer para germinar - (Afirmação Científica) 

5 - Assinale a alternativa correta. 

[    ] Coelhos são animais ruminantes -(Afirmação Bíblica - Levíticos 11.6)
[ X ] Coelhos não são animais ruminantes - (Afirmação Científica) 

6 - Assinale a alternativa correta. 

[    ] Morcegos são aves - (Afirmação Bíblica - Levíticos 11.13-19)
[ X ] Morcegos são mamíferos - (Afirmação Científica) 

7 - Assinale a alternativa correta. 

[    ] Insetos têm 4 patas - (Afirmação Bíblica - Levíticos 11.20)
[ X ] Insetos têm 6 patas - (Afirmação Científica) 

GEOGRAFIA 

8 - Assinale a alternativa correta. 

[    ] A Terra tem a forma de um disco - (Afirmação Bíblica - Isaias 40.22)
[    ] A Terra tem a forma de um quadrado (tem 4 cantos) - Afirmação Bíblica - Ezequiel 7.2
[ X ] A Terra tem um formato quase esférico - Afirmação Científica 

9 - Assinale a alternativa correta. 

[    ] A Terra é fixa - sustentada por colunas - (Afirmação Bíblica - Jó 9.6)
[ X ] A Terra gira no espaço - (Afirmação Científica) 

10 - Assinale a alternativa correta. 

[    ] Todos os rios correm para o mar - (Afirmação Bíblica - Eclesiastes 1:7)
[ X ] O rio Okavango, na África, nasce na Namíbia e termina em um pântano, em Botsuana sem ligação com nenhum mar ou oceano - (Afirmação Científica)


Vamos ao resultado?

Cristão = 0
Cético  = 10


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O Samba do Crioulo Doido.


Tentar entender a bíblia é, definitivamente, uma tarefa em vão. Embora os cristãos, pelo menos a maioria deles, reajam a esta afirmação com indignação, alegando que a bíblia só pode ser compreendida através da fé, a existência de várias crenças que se baseiam nela, com suas diferentes interpretações, é uma evidência de que, mesmo com o atributo da fé, a bíblia é incompreensível.
Até mesmo a alegação de que a compreensão dos textos bíblicos está condicionada à fé é uma contradição, pois a própria bíblia, em alguns dos seus livros, exalta a sabedoria. E, cá entre nós, não é nada sábio ter que abrir mão da racionabilidade para tentar entender alguma coisa.
 Para termos uma ideia de quão confusa e contraditória a bíblia é, basta analisarmos as características e ações do seu personagem principal, Deus, que ora é onipotente, onipresente e onisciente, ora não.
As suas características de onisciência e onipresença já são postas em dúvida nos primeiros versículos do livro de Gênesis, pois ele demonstra não ter conhecimento algum de que a sua principal obra, a criação do mundo, não daria certo. Além de demonstrar também não ter conhecimento de que, ao criar os seus anjos, estaria criando um que se rebelaria contra ele e tentaria destruir a sua obra. Afinal, onde estava ele enquanto o diabo tramava e convencia legiões de anjos a aderirem à sua grande rebelião?

As repetições da frase “e viu Deus que era bom”, após a conclusão de alguns feitos, demonstra que Deus não sabe se algo será bom ou ruim, até que o finalize. Portanto, não é onisciente.

Algumas passagens bíblicas mostram que Deus não é onipresente. Vejamos algumas.

- Gênesis 11:5 - “Então desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam.” – Nota-se, aqui, que Deus precisou descer à terra para ver a cidade, portanto ele não está presente em todos os lugares ao mesmo tempo.

- Jó 1:7 – “Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.” Se Satanás precisou sair da terra para ir ao lugar onde Deus estava, conclui-se que Deus não estava na terra.

- Mateus 18.20 – “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Ou seja, em situações onde haja menos de duas pessoas, Deus não está presente.

Algumas passagens também contrariam a onipotência e a infalibilidade de Deus. O fato de existirem pessoas más no mundo atual, apesar de Deus, na tentativa de acabar com a maldade no mundo, ter levado quase toda a humanidade ao extermínio com um suposto dilúvio, mostra que Deus não tem o controle do que faz, portanto é falho.

Outro fato que aponta uma grande falha de Deus é a promessa de dar uma terra cheia de maravilhas ao povo de Israel, quando, na realidade, teria dado uma área cheia de conflitos e terras áridas. Foi necessário muito esforço para desenvolver agricultura em Israel, devido à escassez de terras férteis. A propósito, não se sabe onde foram parar as parreiras que, segundo a bíblia, produziam cachos tão pesados que exigiam a força de  dois homens para serem transportados. Aliás, vale lembrar que a terra não foi dada por deus, de acordo com o relato bíblico ela teve que ser conquistada com muita luta e sangue derramado.

Algo que também causa estranheza e, consequentemente, impossibilidade de compreensão é o fato de Deus poder fazer algo e, não se sabe o porquê, não fazê-lo. Por exemplo, de acordo com a bíblia, Deus teria “fechado as madres das mulheres” por algumas vezes (como se a esterilidade feminina pudesse ser ligada e desligada através de um botão interruptor), tornando-as estéreis como punição pela desobediência dos homens. Entretanto, não se sabe se por incapacidade ou sadismo, Deus, por exemplo, não tornam estéreis, mesmo que momentaneamente, como na bíblia, as mulheres vítimas de estupros, viciadas em drogas, com a saúde debilitada ou aquelas que residem, e são vítimas, em regiões assoladas pela fome.

Em outra situação, conforme a bíblia, Deus teria matado o filho de Judá, Er, simplesmente porque ele era mau. Ora, se a maldade é um motivo singular para a morte, por que existiram, e existem ainda, tantas pessoas más?

Ainda na mesma linha de raciocínio, não se entende porque Deus optou por utilizar porta-vozes para se comunicar com as pessoas. Se o seu desejo mor é que todos os seres humanos acreditem nele e o adorem, por que ele não fala diretamente a cada um deles? Este simples ato (de justiça, diga-se de passagem) evitaria que ele condenasse e jogasse toneladas e mais toneladas de pessoas no inferno, um lugar de tortura eterna criado por ele para punir as pessoas. Além disso, evitaria ter que amaldiçoar a maioria das pessoas por confiarem no que alguns homens, que elas não conhecem, escreveram em há milênios, pois ele mesmo diz, de acordo com a bíblia, que maldito é o homem que confia em outro homem.

Outra característica muito marcante do deus bíblico é a sua desumanidade, a sua frieza diante do sofrimento das pessoas. Não tenho dados precisos para apontar um número exato, mas posso assegurar que são poucos os livros da bíblia que não narram algum episódio que contenha derramamento de sangue.
De acordo com o que lemos na bíblia, Deus, a fim de por em prática o seu plano de salvar um número insignificante de pessoas (em relação ao grande número das que seriam condenadas), não dá a mínima importância ao rastro de sangue que deixa ao longo de toda a história da humanidade.

Na bíblia, o derramamento de sangue começa nas primeiras páginas do primeiro livro, Gênesis 4.8, e chega a molhar as últimas páginas do último livro, Apocalipse 19.21.

Para os seguidores da bíblia, o homem foi criado semelhante ao seu deus, mas a recíproca parece não ser verdadeira, pois, se fosse semelhante ao homem, Deus não o fadaria a sentir uma dor tão dilacerante, que chega ao mais profundo do seu ser, quanto a dor da perda de um ente querido.

Também não permitiria que certos tipos de doenças recaíssem sobre ele, causando-lhe dores intensas e muito sofrimento, algumas delas atormentando-o por vários anos, até que ele não resista mais e morra.

Se o deus bíblico existisse de fato, e impusesse todas estas coisas à humanidade simplesmente pelo fato de o primeiro casal, supostamente criado por ele, ter desobedecido aos seus mandamentos, ele, ao contrário do que os seus seguidores dizem, seria um ser extremamente injusto, pois estaria condenando bilhões e bilhões de pessoas a pagarem por atos que elas não cometeram.

Embora, se ele realmente existisse, não poderíamos jamais esperar o mínimo de sensibilidade da sua parte, pois, o fato de ele sentenciar um réu que comete um delito passageiro a uma pena com sofrimento eterno, demonstraria que ele não teria o menor senso de justiça.

Ressaltando que, mesmo que Deus, supostamente, tenha vindo à terra como homem, personificado em Jesus, a sua condição humana seria muito diferente da nossa, pois saberia que ele era Deus e teria a consciência de onde teria vindo e para onde iria após a sua morte (supondo que exista vida após a morte), enquanto nós não temos esta consciência.

Enfim, acredito que este enunciado tenha sido suficiente para mostrar que a bíblia é um livro totalmente contraditório e sujeito a várias interpretações diferentes; um verdadeiro samba do crioulo doido. 

Portanto, em minha opinião, é um risco muito grande adotá-la como um guia para nortear as nossas vidas, pois, para aceitá-la como verdadeira, precisaríamos “fechar os olhos” para muitas das suas passagens que mostram o contrário. Isso significa que precisaríamos deixar que a emoção sobrepujasse a nossa razão, e sempre que deixamos isso acontecer, corremos um sério risco de errar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Política e Religião.


Em época de eleições muitas igrejas, principalmente as evangélicas, entram em polvorosa. Basta fazer algumas visitas aos templos espalhados pelo país, para constatar que muitos deles se transformam em palanques políticos.

O número de candidatos religiosos concorrendo a cargos públicos parece aumentar a cada ano. Acredito que não haja um só município que não tenha pelo menos um candidato evangélico concorrendo a uma vaga.

Nota-se um grande interesse da parte das igrejas em eleger representantes em todas as esferas do governo. Para isso, deixam um pouco de lado a sua dedicação à fé, e realizam cultos que mais se assemelham a comícios, dado ao grande número de candidatos presentes e ao empenho em apresentá-los aos fiéis.

Outro dia, um amigo meu, um pastor muito conhecido no meio evangélico pelas palestras que realiza dentro e fora do Brasil, me abordou e pediu para que eu votasse em um membro da sua igreja que estava candidato à vaga de vereador.

Não perdi a oportunidade de perguntá-lo o porquê das igrejas apoiarem candidatos a cargos políticos. Ele me deu exatamente a resposta que eu esperava: – “A igreja precisa de pessoas que as representem junto ao governo e que lutem pela sua causa”.

Então, me vali do recurso que eles usam para argumentar, a bíblia, e perguntei: - Isso não está indo contra o ensinamento bíblico que diz que os cristãos devem buscar primeiramente o reino e a justiça de Deus, e todas as outras coisas lhes serão acrescentadas? 

Ele, acostumado a falar para suas “ovelhas” sem ser questionado, demonstrou não estar muito confortável, e achando que iria me colocar em xeque, retrucou: - “Mas a igreja tem buscado o reino e a justiça de Deus!”. 

Procurando evitar um diálogo longo e desnecessário, arrematei: Então parece Deus não está acrescentando as demais coisas, né?  Peguei o folheto do candidato que ele me apresentara, me despedi e saí. 

Mas não é só quando se envolvem na política que os cristãos mostram o quanto contrariam o que manda a sua religião. Quando contratam um advogado, por exemplo, estão se opondo ao que diz a sua bíblia em Jó 16.19 – “Saibam que agora mesmo a minha testemunha está nos céus; nas alturas está o meu advogado”; em Provérbios 22.23 – “Pois o Senhor será o advogado deles, e despojará da vida os que os despojarem” e em João 2.1 – “Temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.

Quando se preocupam com a segurança de suas casas ou quando contratam um serviço de vigilância, estão indo contra o que a bíblia diz em Salmos 127.1 – “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. 

E, para fechar, quando contratam planos de saúde ou tratamento médico, contrariam o que diz a bíblia em Tiago 5.15 – “E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará”.

Enfim, embora não assumam, os cristãos estão constantemente oscilando entre a fantasia da fé, quando afirmam que seu deus supre todas as suas necessidades, e a dura realidade, quando mostram que eles mesmos precisam buscá-las.